ENTREVISTAS

Wagner Caetano. Das ondas para a prancheta!

O que é o bodyboard para você?

É um hobby! Dos esportes que pratiquei como surf de peito, hand surf, surf de prancha de bico, jiu-jitsu, futebol de salão, futebol de campo, skate e outros transitórios,  com certeza é o que mais amei até hoje!

Qual sua melhor lembrança da época de atleta?

Várias lembranças… tempos que não voltam…  o Freesurf, ondas incríveis surfadas e eternizadas na minha mente, e as viagens onde tive a oportunidade de conhecer outras pessoas, culturas e comportamentos.

Muito se fala em mudança de estilo dos anos 80, 90 e agora, na sua opinião qual melhor!

O estilo de surf é peculiar a cada atleta…  acho que cada um desenvolve seu, lógico que sempre existe um ponto muito importante da influência de seus respectivos ídolos no desenvolver do aprendizado. Existem atletas que pegam na prancha e fazem bases diferenciadas ou que cruzam ou não as pernas. Podemos avaliar alguns estilos como o de Marcelo Siqueira, Paulo Esteves, Marcelo Pedro, Melk Lopes, Marcos Prego, Luiz Cláudio, Geovane Clava, Guilherme Tâmega, Uri Valadão, Mike Stewart, Jeff Hubb, e muitos outros!! São estilos bem diferentes entre eles na forma do surfar,  mas algo muito importante, sem a perda da agressividade e da radicalidade. Cada um tem seu ídolo (risos), eu sempre fui fã do Mike Stewart e Jeff Hubb, aqui no Brasil  do Paulo Esteves e aqui em Natal de Luiz Cláudio.

Sem dúvida hoje temos atletas com estilos bem diferenciados, já vi cada um… ( risos ), uns bem legais, outros nem tanto, mas estilo é algo peculiar de cada um. Acho que hoje os atletas são bem mais radicais, com manobras aéreas e suas variações impressionantes!!!! Tem atletas daqui de Natal que dominam essas manobras e suas variações de uma forma incrível!!!! Agora, na minha opinião o melhor estilo é sem dúvida alguma a do Mister Mike Stewart!!! A forma como ele desce aquelas bombas de Pipe é algo inacreditável, a leitura que ele tem da onda é algo surreal!!!  Eu já vi imagens de outros mares e picos dele e não existe dúvida alguma que ele é um exemplo de bodyboarder a ser seguido.

Como foi deixar de competir e começar a julgar?

Bom competir era bacana, embora nunca chegou a ser meu forte ( risos ), ficava muito nervoso nas baterias, e sem um preparo ou equipamento adequado os resultados não eram os esperados proporcionalmente ao meu freesurf. Competia para ver meu nível, mas fui forçado a deixar de competir pois me machuquei muito sério lá em Maracaípe/PE. Durante a minha contusão perdi a segunda prova do ETFERN (com a perna no gesso) e o clima não ficou nada bom lá em casa …  Não vi outra opção, a não ser parar de competir. Mas na real, o que sempre gostei mesmo foi do Free Surf!!!! Sempre primei pelo aperfeiçoamento/aprimoramento das manobras e pelas inovações. A muito tempo atrás ficava fazendo teste de manobras ou variações, veja que naquela época não se tinha acesso à internet, e imagens só quando um ou outro chamava a turma para assistir algum filme para saber das manobras novas, ou então vendo a turma surfar… sempre observei os grandes e os usei como exemplo a seguir, nomes como Luiz Cláudio, Geovane Clava, Marcos Prego, Gustavo Pirata, Charles Nóbrega, Neildo Figueiredo, Silvio José, Clarice Leão, Cacilda Marinho, Wagner Robson, Álvaro Clava e outros feras foram inspiração para mim e sempre  aprendia um pouco com cada um deles. Vale salientar que admiro todos até hoje, embora alguns tenha  perdido o contato, uma pena…

Os julgamentos, com certeza uma nova empreitada nada fácil!! você estar do outro lado, sofrendo pressão, sendo questionado o tempo todo, muitas vezes de forma inadequada, é o mesmo que ficar no meio de um tiroteio!! ( risos ) Tem atletas, sem generalizar claro, que não conhecem bem as regras de competição…  hoje já está mudando um pouco a mentalidade com o fácil acesso ao livro de regras (cbrasb.com.br/livro-de-regras), mas não vou critica-los, afinal quando eu competia também não lia sobre as regras ( risos ). Mas sabe o que as vezes acontece, um amigo ou colega com um olhar camarada, para não chatear ou falar a verdade, sem observa toda a bateria ou as ondas dos outros atletas de uma forma despretensiosa fala “Cara você surfou bem, merecia passar a bateria” pronto, está armado o rebuliço ( risos ). Devemos sempre ser francos em todas as situações, e no mínimo responsáveis com certos comentários, mas isso é normal, cada um vê da forma que acha melhor, notas e julgamento são subjetivos, tanto eu como os demais árbitros analisamos em cima de critérios específicos e embasados nas regras, então temos que ter calma e respirar fundo, afinal,  em todos os esportes sempre existem e existirão polêmicas, e no bodyboarding não será diferente. Não temos análise com ajuda do recursos como filmagens, tudo é muito rápido, nossa visão humana é limitada, então, existem situações que ultrapassam nossa capacidade e tentamos suprir isto com atenção redobrada. Não somos máquinas, as pessoas tem que entender isto… Os atletas devem ter consciência que existem pessoas sérias e comprometidas que estão do outro lado tentando fazer um trabalho digno com visão imparcial. O sentimento humano da perda é terrível! Ninguém gosta de perder, e quando se trata de competição e atletas, sabemos que isso não é uma coisa fácil de encarar. Estamos INICIANDO uma longa caminhada, mas quando fazemos o que gostamos, e quando isso gera um resultado positivo é muito compensatório. Não achem que julgar é fácil, mas estou aprendendo cada dia mais… estou fazendo isto com profissionais de renome nacional que possuem cursos e diplomação oficiais, e depois de realizado todos os procedimentos da grade de ensino, eu quero apenas dar minha pequena contribuição ao esporte da melhor forma possível. Ainda não finalizei o curso, pois existem algumas lacunas a serem preenchidas que não dependem de mim, mas falta pouco. Não existe curso no RN ainda, estou fazendo o meu através de apostilas, livros, provas e estágios em campeonatos fora do nosso estado. Com a ajuda do Charles Veras (diretor de provas da FEPEBB) e sua brilhante equipe, tive a feliz oportunidade de ver situações interessantes e tirar muitas dúvidas in loco, os caras são profissionais, que nível! Já tive a oportunidade também de estagiar em uma competição no Estado do Pernambuco na praia de Gaibú. Com a ajuda do Amadeu Jr., Miguel Ângelo, Paulo de Tarso, Tom Santiago (presidente da FBCE) e sua equipe incrível, fiz outro estágio no campeonato com maior premiação do Brasil, onde pude analisar atletas campeões mundiais, e que ocorreu em Fortaleza, na Praia do Futuro, Estado do Ceará. Nestes dois casos sempre contando com a ajuda da equipe de juízes e Head – Judge que me auxiliavam e me passavam dicas incríveis.

Estamos tentando trazer um curso para Natal e espero que os atletas e as pessoas interessadas em julgar compareçam. Queremos trazer grandes mestres do esporte e que julgam a mais de 25 anos!!! São pessoas que estão entre os melhores do Brasil, como Paulo de Tarso “Mano” (CE), Amadeu Jr. (CE), Miguel Ângelo (CE) Charles Veras (PE), Beri Santana (PE) entre tantos outros, e com os quais aprendi algo que que jamais esquecerei e divido com vocês  “ o aprendizado vem com o tempo, com o tempo se adquire experiência, com a experiência podemos resolver melhor os problemas que se apresentam e assim exercer da melhor forma possível a arte da avaliação”.  Hoje, quero apenas incentivar a formação de um quadro técnico profissional aqui em Natal, sei de todas as dificuldades, sei que todos tem seus afazeres pessoais e sei também que não se vive exclusivamente de julgar, mas aqueles que puderem colaborar basta falar comigo, precisamos muito de pessoas dispostas a ajudar o nosso esporte, afinal já tivemos no nosso Estado um quadro técnico forte, inclusive um dos melhores do Brasil, com profissionais como Herman Marinho (Head – Judge),  Elidro, Rodrigo entre outros…

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O que mudou no critério de julgamento do seu tempo de atleta até agora?

Bom, vou citar alguns pontos importantes, começando pela questão sempre controvérsia da interferência… antes se tirava a maior nota do atleta, deixando ele em apuros ( risos ), hoje se retira apenas a metade da segunda maior nota. Hoje somam-se as duas melhores notas do atleta e antes eram as três melhores.

Outra coisa importante a ser observada é a nota, todo juiz é independente, e ele se baseia exclusivamente nas regras. É sempre bom ter um alinhamento de notas perfeito, mas nem sempre isso é possível, justamente por cada juiz ser independente e ter sua avaliação própria da apresentação do atleta (sempre baseada nos critérios). Mas o que não pode ocorrer é termos uma onda fraca (pela escala de critérios) ou regular, e se dar uma nota de Boa para o Excelente. Podem ocorrer variações isso é normal, às vezes, um atleta pega a planilha e vê um juiz dar uma nota 4 ou 4,50, outro 6,00 e outro 6,50, e fica pensando… poxa que diferença… mas observe que pelas notas (quando se sabe as regras) vocês tem ideia da onda do atleta. Agora imagine essas notas 4,ou 4,50, 8,4 e 7,8, teríamos ai uma incoerência. Para que isto não aconteça, treinamos, debatemos, analisamos vídeos (para efeito de notas e de interferências), mas ainda sim estamos sujeitos ao erro. Lembro que o exemplo que utilizei é o julgamento com três juízes, no sistema de Espelho, existem outras formas de julgar como o sistema de média, com 4 juízes, como já citado Espelho, com sistema de informatização.

Para quem não sabe, já existe e faz algum tempo, um grupo denominado de Julgadores Voluntários no whatsapp daqui de Natal, com pessoas sérias e comprometidas onde sempre estamos nos atualizando. Estudamos, debatemos, trocamos informações e ajudamos uns aos outros. Nosso quadro voluntário ainda é pequeno, o bom seria termos pelo menos vinte e cinco pessoas, mas vamos continuar trabalhando para conseguirmos agregar outras pessoas nessa empreitada. Não sou mestre ou professor, apenas um aluno que tenta se dedicar ao máximo ao que faz.

O que você acha dos juízes atuais no Brasil?

Não posso falar a nível de Brasil pois ainda estou engatinhando, só posso falar dos que conheci, nos Estados de Pernambuco, Ceará, Alagoas e Sergipe. Todos, heads-judges (juízes principais) e juízes, os quais  presenciei trabalhando, são profissionais da mais alta competência, e com os quais continuo aprendendo a cada dia.

Existe injustiça com Juízes ?

Bom, deveríamos ter um senso crítico quando falamos sobre a forma de atuação de um juiz; veja bem, não digo injustiça, mas talvez desmerecimento e falta de incentivo. Fico triste quando escuto pessoas comentado que fulano ou beltrano não serve para ser julgador. Sou da escola que diz: “Se você acha que tal pessoa não é capaz ou que seu trabalho não presta, vá lá, de exemplo, e faça melhor”. O bom mesmo é incentivar a todos, pois ainda somos julgadores VOLUNTÁRIOS, todos estamos aprendendo, mas tenham certeza que com muita dedicação e empenho! Se alguém está insatisfeito e acha que pode fazer melhor, bom, a hora é esta, o esporte precisa contar com sua colaboração! Eu sempre incentivo a turma, e dedico uma parte do meu tempo, dinheiro, trabalho, saúde e de estar com a minha família para trabalhar pelo bodyboard. Devemos sempre incentivar a todos os que fazem algo pelo esporte, e aproveito para deixar aqui meus sinceros agradecimentos a todos que fazem parte da equipe de julgadores voluntários!!!!! Continuem fazendo seus belíssimos trabalhos!

Para qual onda você daria uma nota 10?

Com certeza é a resposta mais simples de todas! O atleta que conseguir preencher todos os critérios de julgamento, sem utilizar de recursos (pés de pato/ mãos). Mas, vamos mudar e pergunta direcionando ela para algo bem atual: você daria uma nota 10, em uma onda Pequena e num mar como Ponta Negra? Resposta, SIM!!! Basta o atleta conseguir preencher todos os requisitos do critério de julgamento (risos). Vou lhes dar um exemplo que passei em uma competição. Estava eu em uma bateria contra o Marcelo Pedro (RJ), homem a homem em Ponta Negra, em uma etapa do Brasileiro, não me recordo o ano agora… pois bem, peguei uma direita e executei um bat-invert animal, resultado, nota 10 unânime, e olhe que o mar não estava grande!

Eu tenho uma linha de pensamento, não significa que ou outros compartilhem desta mesma forma de pensar. Dentre as discussões mais frequentes (isso abrangendo outros estados) por se tratar de pensamentos baseados em critérios, alguns pensam que onda pequena = nota pequena, onda grande = nota grande. Isso é bem interessante, e discutível, mas sejamos coerentes e sensatos, um atleta que num mar pequeno consegue atingir todos os requisitos exigidos, qual o motivo para não darmos a nota que ele mereceu? Por medo? Porque o mar não estava grande? Exagero? Reflitam e depois conversamos…  Agora, deixo registrado que este é o meu pensamento, não quer dizer aqui que sou o detentor da palavra soberana.

Como você analisa o nível dos atletas do RN?

Boa pergunta, no freesurf todos tem mais ou menos o mesmo nível, veja um atleta do Hawaii ou da Austrália que executa um back flip, outro em Natal que também executa o mesmo back flip (risos), lógico que muda o tamanho, a força e qualidade da onda, mas os dois executam a mesma manobra. Agora quando você fala de competição, aí é a parte polêmica da coisa, aqui temos grandes e incontestáveis campeões, inclusive do mundo, como o Marcos Lima ( campeão do ISA games ), mas outro dia analisando o bodyboard de competição, na prova do Ceará, logicamente sem colocar o localismo da Praia do Futuro em discussão , vi como eles competiam bem, fiquei admirado, eles treinam exclusivamente para competições, tem várias escolinhas com grandes mestres à frente que passam dicas muito valiosas com toda a certeza… Conversando com um amigo em um grupo de watsapp ele me fez quase a mesma pergunta, e respondi a ele que os caras do Ceará realmente estão a nossa frente nesse ponto devido ao foco que eles tem em competições. Mas isto foi o que eu vi, pode não ser o que outros visualizaram, ou que achem (risos). Aqui, repito, é um grande celeiro, sempre foi, o que falta é somente um direcionamento correto, e espero sinceramente que alguém o faça, pois treinar para competição exige muito! Seria muito bom formar uma associação ou clube de bodyboarders profissionais, que tivessem acompanhamento de profissionais, que tivessem um técnico para instruções, treinos, análise de vídeos, palestras e troca de experiências.

Não me entendam mal, sei que a maioria dos atletas trabalham, e normalmente falta tempo para treinar, e um mau resultado não significa que os atletas não são bons! Como um dia eu competi, sei de todas as dificuldades como a adaptação a um mar diferente, cansaço, preparação física, mental, falta de patrocínio, tempo para treino, equipamento e por ai vai… mas também vejo que hoje as coisas aos poucos vão mudar, e vão mudar  para melhor!

Para MOTIVAR a turma daqui de Natal e levantar a MORAL, fiz uma promoção, quem se inscreveu na categoria OPEN da prova da Liga Master até o dia 29 de Fevereiro de 2016, e for o campeão na categoria OPEN eu vou pagar a inscrição da categoria profissional no próximo campeonato do Ceará. Lancei também uma outra promoção (risos), e vale para todos os atletas daqui de Natal; quem ganhar UMA ETAPA, qualquer delas, da categoria PROFISSIONAL do Circuito Cearense deste ano de 2016, vai ganhar uma prancha GT + um par de Pés de Pato (os pés de pato, é um oferecimento de um amigo, Jefferson Lima), ou a quantia em espécie de R$ 1.000,00 ( HUM MIL REAIS), o atleta escolhe. Pode até não parecer muito, há quem diga que isso não é nada comparado a premiação de lá, ou que estou mal acostumando os atletas, mas acho que é uma das formas que achei de MOTIVAR esses nossos talentos.

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Como você encara ser o responsável por julgar e criar um novo quadro de juízes no estado?

Meu nobre, uma GRANDE responsabilidade! Não percebi ninguém querendo assumir esta missão (risos), ficar na linha de frente não é fácil! Mas sou guerreiro, servi ao meu país com dignidade e “Missão Dada é Missão Cumprida! Eu resolvi encarar este novo desafio, sei que existem pessoas que pensam cada coisa sobre mim…  às vezes me pego rindo sozinho ou puto, quando ouço algum comentário maldoso a respeito, tem gente que infelizmente não consegue enxergar um palmo a frente do nariz… É uma pena! Mas, o amadurecimento vem com a experiência dos anos vividos. Espero que outras pessoas fiquem motivadas e venham também fazer algo pelo esporte. Nesta vida fazemos o que temos de fazer seja por amor, gosto, dinheiro, diversão, obrigação, hobby, afinidade e etc., o que faço hoje é porque gosto! O que é raro é alguém chegar para você e perguntar, você está precisando de uma força? eu te ajudo! Ou então que te elogie pelo tempo e dedicação que você empreende naquilo que não te traz retorno financeiro (pelo contrário) apenas para ajuda a enaltecer o esporte, com o seu esforço VOLUNTÁRIO.  Agora, cometa um pequeno deslize, seja ele qual for, para ver se não será prontamente pré-julgado! (risos) Criticas construtivas são sempre válidas pois te ajudam a melhorar, avaliando e corrigindo certos erros que passaram despercebidos, e aprimorando os acertos, agora quando são para aparecer ou levar para o lado pessoal não é legal. Espero que outros venham a fazer parte desse projeto, ou até formulem seus próprios projetos paralelos, o que desejo é que venham e participem desta reformulação ou talvez revolução do esporte em nosso Estado. Quanto mais gente envolvida e mobilizada melhor! Gostaria de Profissionalizar o quadro técnico do RN, e que outros formem Clubes, Grupos, Associações e até Federação, tudo em prol do bodyboard do nosso Estado.

Pra finalizar o espaço está livre para você falar um pouco sobre os novos critérios de julgamento que vão ser usados nessa primeira etapa da Liga Master em Ponta Negra.

Bom, os critérios estão no livro, o que podemos é selecionar o que poderemos utilizar ou não dependendo do mar que se apresentar antes do inicio da competição. Serão três juízes, sistema de espelho, e as duas melhores ondas serão somadas por atleta. Se classificam para próxima fase sempre os dois melhores atletas de cada bateria e as notas obedecerão a ESCALA DE CRITÉRIOS:

FRACO = de 0,10 a 2,50

REGULAR = de 2,51 a 4,50

MÉDIO = de 4,51 a 5,49

BOM = de 5,50 a 7,99

EXCELENTE = de 8,00 a 10,00;

Sempre obedecendo ao CONJUNTO DE CRITÉRIOS:

*Escolha de ondas;

*Cavada;

*Qualidade das Manobras;

*Segurança na execução e na finalização das manobras;

*Fluidez (na conexão, combinação e execução das manobras);

*Manobras feitas na parte crítica da onda com velocidade, pressão e radicalidade (ataque ao lip);

* Variedades de manobras;

*Interferência;

Obs: outros critérios devidamente informados antes do inicio da primeira bateria do dia podem sem adicionados ou retirados. Vejam que são esses, e o atleta que conseguir preencher todos os requisitos sem uso de recursos, ou o mínimo possível terá uma boa colocação ou nota.

Esta é minha!!!!!! (risos)

Como você define Wagner Caetano Ferreira? 

Sou um cara simples, que gosta de ajudar, sem querer nada em troca, hoje com 40 anos de idade, pai de duas filhas adolescentes, e uma esposa que tem a maior paciência comigo (risos). Sempre tive que trabalhar para ter minhas coisas, quando comecei no bodyboard com 13 anos de idade pegava ondas com um pedaço de isopor na praia dos artistas, depois consegui comprar uma pequena prancha de mão (hand surf) vendendo jornais aos sábados e domingos, na Bernardo Vieira com a Avenida 9, e depois que vendia os jornais pegava uma caixa de isopor, enchia de picolé e descia para praia para vender escondido dos meus pais. Tempos depois consegui comprar uma prancha velha, um bodyboard de fibra de vidro com quilhas, (risos) e depois um prancha Elton!!!! Ficava olhando por vezes os caras detonando na praia dos artistas, caras como Luiz Cláudio, Geovane Clava, Douglas, Rochinha, China, Waldemir e Walter, dentre outros, e aprendendo com eles. Cara, era muito bom!!!!! Eu ficava extasiado. Hoje, alguns anos depois… trabalho na área imobiliária, de onde tiro meu sustento e ajudo como posso, e muitas vezes fazendo o improvável para ajudar o esporte. Gosto demais de todos os atletas daqui de Natal, vez por outra apoio com inscrições, passagens, estadias, pranchas, equipamentos, entre outras coisas mais e mantenho a equipe WC FERREIRA constituída por dois grandes nomes do bodyboard Potiguar, Neto Bezerra e o Marcos Luciano (custelinha).

Para finalizar quero agradecer a alguns nomes (sei que existem muito mais pessoas, mas vou tentar homenageá-las com esses nomes que citarei abaixo) que fizeram e fazem parte do esporte e que dedicaram ou dedicam boa parte de suas vidas para o bodyboard:

Luciano Toscano (finado), amado amigo e eterno parceiro de ondas;

Geovane Clava (finado) amado amigo e eterno parceiro de ondas;

Francisco Claudio (Claudinho) que me incentivou (pegou no meu pé direito (risos) );

Paulo Santos, um cara que estou conhecendo agora mas que é uma figura importantíssima no cenário do bodyboad atual;

Ventura que toca há muitos anos o projeto Filhos da Mãe, na praia de Miami;

Aline Melo e Débora Nascimento, que tocam o projeto Motivar em Ponta Negra há muitos anos, e me deram uma grande força disponibilizando brindes (show!) para um dos body-treinos que fiz;

Aos membros da diretoria da Liga Master;

Aos participantes do grupo do whatsApp da Liga Master;

Ao grupo do whatsApp 100% Body Board;

Ao grupo do whatsApp Equipe SR, lá de Santa Rita;

Ao grupo do whatsApp BodyBoarding Brasil;

Aos participantes que dedicam seus tempos no grupo do whatsApp de julgadores voluntários: Luciano, Fábio Guimarães, Edna, Ivelyn, Danilo, Tati, Paulo Santos, Ednaldo e Julianderson.

E por último, e não menos desmerecedor, agradecer ao VEM PRO MAR pelo maravilhoso e revolucionário trabalho que vem fazendo, elevando e abrilhantando o nosso esporte!

 

 

 

 

 

 

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